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Crystal Castles – Crystal Castles [2010]

Algumas bandas mudam. Outras reestreiam. O duo canadense Crystal Castles é deste segundo caso.

Após dois anos do lançamento do debut homônimo, a dupla, que conseguiu conquistar espaço eterno nas minhas playlist com um dos melhores albuns da década passada, volta com um novo trabalho, que por ironia também se chama Crystal Castles, assim como o anterior. Mas é só falta de criatividade? Acho que não. Crystal Castles II, como ficou conhecido, não é apenas o sucessor do incrível disco de 2008, mas sim o precursor de um novo Crystal Castles.

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Jonsi- Go (2010)

Sob a névoa das isoladas terras islandesas, sons crescem na oculta paisagem.Uma voz colorida das mais diferentes nuances parece controlar a desordem que o envolta, como um pavão controlando o mundo com sua imponente cauda. Continuar lendo

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Marina and the Diamonds- The Family Jewels (2010)

Calma, o álbum não é tão ruim quanto a capa

O que é? O nome da banda de Marina Diamandis já é conhecido de um um bom tempo.  Desde o ano passado, com algumas músicas lançadas, a greco-galesa já era uma aposta para Next Big Thing britânica e agora, no início de 2010, seu debut foi lançado. Seu som é algo entre o pop de Lily Allen, indie de Florence+the Machine e o quê de Little Boots no que diz respeito a parte eletrônica.

Impressões

O debut de Marina e sua banda soa como um website. Sim, um site. Metáfora estranha, sei, mas foi a analogia que encontrei para defini-lo. Um site pode ter N páginas, mas você sabe que está no mesmo site pois há sempre a padronização de layouts e cores. Senti a mesma coisa com este álbum, como se as músicas derivassem de um modelo e fossem variando em seu conteúdo, mas o ambiente é exatamente igual. E isso nem sempre significa a “marca” do artista.

No caso de Family, pareceu-me que os instrumentos são sempre os mesmos e tocados de forma quase idêntica em cada música, o que me fez dar um passo para trás nas minhas expectativas acerca deste debut e classifica-lo como pop. Não o Indie-pop que os EPs apresentaram, mas o pop que gruda mesmo. E falando em grudes, o álbum é repleto deles, começando pela já conhecida I’m Not a Robot, que ocupa a posição de terceira faixa e que faz você decorar seus refrão (Guess what?/I’m Not a robot/A robot) logo na primeira vez que o ouve. E isso perdura na música seguinte, Girls, e volta com mais força ainda em Hermit the Frog e em Oh No!. Outra música destaque é a já single Hollywood e sua letra ácida sobre a cidade do cinema. Seu encerramento é dado, como em 99% dos discos pop, com canções lentas e, neste caso, um tanto apagadas.

Quem, assim como eu, esperava um Indie-pop do debut de Marina and the Diamonds (que é uma artista solo, obrigada) vai ter que procurar outros artistas ou tentar se divertir com o radiofônico Family Jewels, o que não é muito difícil, pois apesar dos pesares, este ainda é um bom álbum, dentro do pop, claro.

6.5/10

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Telepathe-Dance Mother [2009]

telepathe-dance-mother

Experimental é tudo que não se encaixa em algum gênero existente mas não é definível o suficiente para tornar-se um novo. O duo novaiorquino Telepathe encontra-se neste meio, junto de mais um “E”, o eletrônico. Um eletrônico experimental cheio de sons aleatórios e vozes, aonde cada um elemento tem a sua importância, sendo até mesmo impossível separá-los. A cada faixa uma surpresa é aguardada, já que este é daqueles albuns que podem ser tudo, menos previsível.

A recepção é muito bem-feita com “So Fine”, um eletrônico daqueles que caem bem tanto numa pista quanto num Ipod e já deixa bem claro que assim será o resto do disco. “Chrome’s On” e “Devil’s Trident” vem a seguir, criando uma sequência de um denso eletrônico e afirmando os traços que serão mais frequentes em Dance Mother. “In Your Line” já tem um aspecto diferente, como uma luz acendendo-se permanentemente aonde haviam lâmpadas oscilantes. Contudo,”the ‘Lights Go Down’ ” e as coisas voltam para a atmosfera misteriosa do começo — e isso não é algo ruim.

Logo chega a doce (?!) e envolvente “Michael”, tomando um rumo diferente das anteriores e serve como um reânimo à desnecessariamente longa “Can’t Stand It” (que chegou até a tirar meu interesse do album por alguns instantes).

As brilhantes “Trilogy – Breath of Life, Crimes and Killings, Threads and Knives” e “Drugged” encerram uma ótima composição, que como quase tudo poderia ser melhor, não fossem algumas quedas de ritmo levemente frustrantes. Dance Mother é, assim como grande parte dos experimentais, um disco a se odiar ou amar; não possui músicas com potencial radifônico, não; porém se aproveita de um caminho que vem se popularizando no tão saturado setor musical: a reinvenção e redescoberta que juntas estão construíndo uma nova forma de música, liberta de gêneros e dos gostos populares.

Tracklist

  1. So Fine
  2. Chrome’s On It
  3. Devil’s Trident
  4. In Your Line
  5. Lights Go Down
  6. Can’t Stand It
  7. Michael
  8. Trilogy:Breath of Life, Crimes and Killing, Threads and Knives
  9. Drugged

Vídeo: So Fine

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