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Here We Go Magic -S/T [2009]

Estar num casebre abandonado no meio do nada apenas com um gramofone e uma poltrona. Esta é a melhor metáfora para definir o debut homônino da banda Here We Go Magic, já lançado há um bom tempo, mas que vale ser revisto.

Tudo começa com uma estranha melodia vinda de longe, como se uma lua irrompesse de um tenebroso plano escuro com pequenas estrelas a seguir-la, iluminando uma velha habitação onde um Solitário apresenta um idiossincrático monólogo questionando a utilidade, afinal, de morrer. Fangela, então, provoca uma festa de imagens desconhecidas e espectros coloridos dançantes , um sonho em zona limítrofe com a realidade. Nosso Solitário continua a se divertir com as alucinações provocadas pelo som,que enche o ar de tal forma que agora parece haver uma horda mística  acompanhando-no neste festejo musical, que se esvai quando os “convidados” são sugados por uma misteriosa força, criandoos distintos sons de Ghost List. Após a recobra da consciência, vê-se num lugar desconhecido, à beira de um lago, onde criaturas répteis dançam em sincronia sobre a água, como num transe. Um piscar de olhos;sua mente é sugada pra o vácuo.Uma viagem secular; uma visão turva do que indica ser o mais abissal ponto da mente . Formas se movem para todos os lados possíveis. Baixo, cima, frente, trás. Se aproximam. E então o baque anuncia: bem-vindo de volta.

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The Year in a post #2- 10 Músicas

10. Lady GaGa- Bad Romance 

9. Micachu- Just in Case

8. Gossip- Love Long Distace

7. Bat For Lashes- Pearl’s Dream

6. Jenny Wilson- Like a Fading Rainbow

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Telepathe-Dance Mother [2009]

telepathe-dance-mother

Experimental é tudo que não se encaixa em algum gênero existente mas não é definível o suficiente para tornar-se um novo. O duo novaiorquino Telepathe encontra-se neste meio, junto de mais um “E”, o eletrônico. Um eletrônico experimental cheio de sons aleatórios e vozes, aonde cada um elemento tem a sua importância, sendo até mesmo impossível separá-los. A cada faixa uma surpresa é aguardada, já que este é daqueles albuns que podem ser tudo, menos previsível.

A recepção é muito bem-feita com “So Fine”, um eletrônico daqueles que caem bem tanto numa pista quanto num Ipod e já deixa bem claro que assim será o resto do disco. “Chrome’s On” e “Devil’s Trident” vem a seguir, criando uma sequência de um denso eletrônico e afirmando os traços que serão mais frequentes em Dance Mother. “In Your Line” já tem um aspecto diferente, como uma luz acendendo-se permanentemente aonde haviam lâmpadas oscilantes. Contudo,”the ‘Lights Go Down’ ” e as coisas voltam para a atmosfera misteriosa do começo — e isso não é algo ruim.

Logo chega a doce (?!) e envolvente “Michael”, tomando um rumo diferente das anteriores e serve como um reânimo à desnecessariamente longa “Can’t Stand It” (que chegou até a tirar meu interesse do album por alguns instantes).

As brilhantes “Trilogy – Breath of Life, Crimes and Killings, Threads and Knives” e “Drugged” encerram uma ótima composição, que como quase tudo poderia ser melhor, não fossem algumas quedas de ritmo levemente frustrantes. Dance Mother é, assim como grande parte dos experimentais, um disco a se odiar ou amar; não possui músicas com potencial radifônico, não; porém se aproveita de um caminho que vem se popularizando no tão saturado setor musical: a reinvenção e redescoberta que juntas estão construíndo uma nova forma de música, liberta de gêneros e dos gostos populares.

Tracklist

  1. So Fine
  2. Chrome’s On It
  3. Devil’s Trident
  4. In Your Line
  5. Lights Go Down
  6. Can’t Stand It
  7. Michael
  8. Trilogy:Breath of Life, Crimes and Killing, Threads and Knives
  9. Drugged

Vídeo: So Fine

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