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Madonna – Ray Of Light [1998]

 

Muito do que se remete à Madonna gira em torno daquela imagem de ninfomaníaca da era Like a Virgin em meados dos anos 80 e do início dos anos 90 com a fase Sex da cantora. E com razão até, pois foi essa a face mais divulgada da “queen” do pop, de apelativa e vazia. Mesmo que muitas outras aventuras musicais da cantora tenham surgido nesse tempo todo, a imagem oitentista parece estigmatizada na cabeça da maioria, infelizmente. Quando conheci a discografia da Madonna — principalmente a dos anos 90 — fui pego de surpresa por ótimos álbuns pop que definitivamente a qualificam como majestade do gênero. Ray of Light talvez seja o mais marcante deles.

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Crystal Fighters – Star of Love [2010]

CF-Star of LovePrimeiras impressões pesam. Quem ao ouvir ‘I Love London” na oitava Kitsuné Maison Compilation imaginaria que algo bom sairia daquela banda com vocal repetitivo e som comum? E além: algo que poderia esmagar a opinião formada de cara!?
“Ninguém” seria a provável resposta para a indagação acima. Provável mas errada.

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Here We Go Magic -S/T [2009]

Estar num casebre abandonado no meio do nada apenas com um gramofone e uma poltrona. Esta é a melhor metáfora para definir o debut homônino da banda Here We Go Magic, já lançado há um bom tempo, mas que vale ser revisto.

Tudo começa com uma estranha melodia vinda de longe, como se uma lua irrompesse de um tenebroso plano escuro com pequenas estrelas a seguir-la, iluminando uma velha habitação onde um Solitário apresenta um idiossincrático monólogo questionando a utilidade, afinal, de morrer. Fangela, então, provoca uma festa de imagens desconhecidas e espectros coloridos dançantes , um sonho em zona limítrofe com a realidade. Nosso Solitário continua a se divertir com as alucinações provocadas pelo som,que enche o ar de tal forma que agora parece haver uma horda mística  acompanhando-no neste festejo musical, que se esvai quando os “convidados” são sugados por uma misteriosa força, criandoos distintos sons de Ghost List. Após a recobra da consciência, vê-se num lugar desconhecido, à beira de um lago, onde criaturas répteis dançam em sincronia sobre a água, como num transe. Um piscar de olhos;sua mente é sugada pra o vácuo.Uma viagem secular; uma visão turva do que indica ser o mais abissal ponto da mente . Formas se movem para todos os lados possíveis. Baixo, cima, frente, trás. Se aproximam. E então o baque anuncia: bem-vindo de volta.

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Contraste

Twilight e derivados conseguiram a minha mais profunda aversão. Não enguli essa estória de vampiro super-man e lobisomem musculoso que disputam o amor da mocinha e bla bla bla. Mas aí vem a trilha sonora do terceiro filme da saga, Eclipse (baseado, obviamente, no livro homônimo) e tenho que admitir: ao menos nisso acertaram.

Provavelmente pra fazer um contraste com a estourada franquia cinematográfica/literária, a soundtrack de Eclipse baseia-se em nomes da música indie (ok, nem tão indies assim), como Bat For Lashes, Vampire Weekend e Florence and the Machine. Como é de se esperar, há uma certa linearidade entre as faixas, mas nada que afete a qualidade dos artistas, que bem se distinguem.

As canções parecem se dividir entre rômanticas, como My Love, da Sia, e o já single do Muse, Neutron Star Colision — que passa um pouco do ponto e chega a ser melosa; outras mais densas, como Roling On a Burning Tire, do Dead Weather e Heavy in Your Arms, lindíssima da Florence + The Machine; e algumas outras descontraídas, como não poderia deixar de ser a faixa interpretada por  um Vampire Weekend ligeiramente diferente do habitual e What Part of Forever do vocal do Gnarls Barkley, Cee-Lo Green.

Não que Twilight vá melhorar alguma coisa com uma trilha dessas, mas achei que, comparada à onde pertence, merece ser ouvida várias vezes. Só assim pra alguma coisa com o nome da franquia receber a minha atenção.

Nota: 7,0

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Crystal Castles – Crystal Castles [2010]

Algumas bandas mudam. Outras reestreiam. O duo canadense Crystal Castles é deste segundo caso.

Após dois anos do lançamento do debut homônimo, a dupla, que conseguiu conquistar espaço eterno nas minhas playlist com um dos melhores albuns da década passada, volta com um novo trabalho, que por ironia também se chama Crystal Castles, assim como o anterior. Mas é só falta de criatividade? Acho que não. Crystal Castles II, como ficou conhecido, não é apenas o sucessor do incrível disco de 2008, mas sim o precursor de um novo Crystal Castles.

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Jonsi- Go (2010)

Sob a névoa das isoladas terras islandesas, sons crescem na oculta paisagem.Uma voz colorida das mais diferentes nuances parece controlar a desordem que o envolta, como um pavão controlando o mundo com sua imponente cauda. Continuar lendo

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Marina and the Diamonds- The Family Jewels (2010)

Calma, o álbum não é tão ruim quanto a capa

O que é? O nome da banda de Marina Diamandis já é conhecido de um um bom tempo.  Desde o ano passado, com algumas músicas lançadas, a greco-galesa já era uma aposta para Next Big Thing britânica e agora, no início de 2010, seu debut foi lançado. Seu som é algo entre o pop de Lily Allen, indie de Florence+the Machine e o quê de Little Boots no que diz respeito a parte eletrônica.

Impressões

O debut de Marina e sua banda soa como um website. Sim, um site. Metáfora estranha, sei, mas foi a analogia que encontrei para defini-lo. Um site pode ter N páginas, mas você sabe que está no mesmo site pois há sempre a padronização de layouts e cores. Senti a mesma coisa com este álbum, como se as músicas derivassem de um modelo e fossem variando em seu conteúdo, mas o ambiente é exatamente igual. E isso nem sempre significa a “marca” do artista.

No caso de Family, pareceu-me que os instrumentos são sempre os mesmos e tocados de forma quase idêntica em cada música, o que me fez dar um passo para trás nas minhas expectativas acerca deste debut e classifica-lo como pop. Não o Indie-pop que os EPs apresentaram, mas o pop que gruda mesmo. E falando em grudes, o álbum é repleto deles, começando pela já conhecida I’m Not a Robot, que ocupa a posição de terceira faixa e que faz você decorar seus refrão (Guess what?/I’m Not a robot/A robot) logo na primeira vez que o ouve. E isso perdura na música seguinte, Girls, e volta com mais força ainda em Hermit the Frog e em Oh No!. Outra música destaque é a já single Hollywood e sua letra ácida sobre a cidade do cinema. Seu encerramento é dado, como em 99% dos discos pop, com canções lentas e, neste caso, um tanto apagadas.

Quem, assim como eu, esperava um Indie-pop do debut de Marina and the Diamonds (que é uma artista solo, obrigada) vai ter que procurar outros artistas ou tentar se divertir com o radiofônico Family Jewels, o que não é muito difícil, pois apesar dos pesares, este ainda é um bom álbum, dentro do pop, claro.

6.5/10

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