Arquivo do mês: junho 2010

Here We Go Magic -S/T [2009]

Estar num casebre abandonado no meio do nada apenas com um gramofone e uma poltrona. Esta é a melhor metáfora para definir o debut homônino da banda Here We Go Magic, já lançado há um bom tempo, mas que vale ser revisto.

Tudo começa com uma estranha melodia vinda de longe, como se uma lua irrompesse de um tenebroso plano escuro com pequenas estrelas a seguir-la, iluminando uma velha habitação onde um Solitário apresenta um idiossincrático monólogo questionando a utilidade, afinal, de morrer. Fangela, então, provoca uma festa de imagens desconhecidas e espectros coloridos dançantes , um sonho em zona limítrofe com a realidade. Nosso Solitário continua a se divertir com as alucinações provocadas pelo som,que enche o ar de tal forma que agora parece haver uma horda mística  acompanhando-no neste festejo musical, que se esvai quando os “convidados” são sugados por uma misteriosa força, criandoos distintos sons de Ghost List. Após a recobra da consciência, vê-se num lugar desconhecido, à beira de um lago, onde criaturas répteis dançam em sincronia sobre a água, como num transe. Um piscar de olhos;sua mente é sugada pra o vácuo.Uma viagem secular; uma visão turva do que indica ser o mais abissal ponto da mente . Formas se movem para todos os lados possíveis. Baixo, cima, frente, trás. Se aproximam. E então o baque anuncia: bem-vindo de volta.

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Contraste

Twilight e derivados conseguiram a minha mais profunda aversão. Não enguli essa estória de vampiro super-man e lobisomem musculoso que disputam o amor da mocinha e bla bla bla. Mas aí vem a trilha sonora do terceiro filme da saga, Eclipse (baseado, obviamente, no livro homônimo) e tenho que admitir: ao menos nisso acertaram.

Provavelmente pra fazer um contraste com a estourada franquia cinematográfica/literária, a soundtrack de Eclipse baseia-se em nomes da música indie (ok, nem tão indies assim), como Bat For Lashes, Vampire Weekend e Florence and the Machine. Como é de se esperar, há uma certa linearidade entre as faixas, mas nada que afete a qualidade dos artistas, que bem se distinguem.

As canções parecem se dividir entre rômanticas, como My Love, da Sia, e o já single do Muse, Neutron Star Colision — que passa um pouco do ponto e chega a ser melosa; outras mais densas, como Roling On a Burning Tire, do Dead Weather e Heavy in Your Arms, lindíssima da Florence + The Machine; e algumas outras descontraídas, como não poderia deixar de ser a faixa interpretada por  um Vampire Weekend ligeiramente diferente do habitual e What Part of Forever do vocal do Gnarls Barkley, Cee-Lo Green.

Não que Twilight vá melhorar alguma coisa com uma trilha dessas, mas achei que, comparada à onde pertence, merece ser ouvida várias vezes. Só assim pra alguma coisa com o nome da franquia receber a minha atenção.

Nota: 7,0

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