Arquivo do mês: outubro 2009

Telepathe-Dance Mother [2009]

telepathe-dance-mother

Experimental é tudo que não se encaixa em algum gênero existente mas não é definível o suficiente para tornar-se um novo. O duo novaiorquino Telepathe encontra-se neste meio, junto de mais um “E”, o eletrônico. Um eletrônico experimental cheio de sons aleatórios e vozes, aonde cada um elemento tem a sua importância, sendo até mesmo impossível separá-los. A cada faixa uma surpresa é aguardada, já que este é daqueles albuns que podem ser tudo, menos previsível.

A recepção é muito bem-feita com “So Fine”, um eletrônico daqueles que caem bem tanto numa pista quanto num Ipod e já deixa bem claro que assim será o resto do disco. “Chrome’s On” e “Devil’s Trident” vem a seguir, criando uma sequência de um denso eletrônico e afirmando os traços que serão mais frequentes em Dance Mother. “In Your Line” já tem um aspecto diferente, como uma luz acendendo-se permanentemente aonde haviam lâmpadas oscilantes. Contudo,”the ‘Lights Go Down’ ” e as coisas voltam para a atmosfera misteriosa do começo — e isso não é algo ruim.

Logo chega a doce (?!) e envolvente “Michael”, tomando um rumo diferente das anteriores e serve como um reânimo à desnecessariamente longa “Can’t Stand It” (que chegou até a tirar meu interesse do album por alguns instantes).

As brilhantes “Trilogy – Breath of Life, Crimes and Killings, Threads and Knives” e “Drugged” encerram uma ótima composição, que como quase tudo poderia ser melhor, não fossem algumas quedas de ritmo levemente frustrantes. Dance Mother é, assim como grande parte dos experimentais, um disco a se odiar ou amar; não possui músicas com potencial radifônico, não; porém se aproveita de um caminho que vem se popularizando no tão saturado setor musical: a reinvenção e redescoberta que juntas estão construíndo uma nova forma de música, liberta de gêneros e dos gostos populares.

Tracklist

  1. So Fine
  2. Chrome’s On It
  3. Devil’s Trident
  4. In Your Line
  5. Lights Go Down
  6. Can’t Stand It
  7. Michael
  8. Trilogy:Breath of Life, Crimes and Killing, Threads and Knives
  9. Drugged

Vídeo: So Fine

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#2- Pornophonique

Uma guitarra, sintetizadores e…um gameboy. Essa é a composição do duo alemão pornophonique, que diferentemente de grande parte dos artistas de 8-bits não foca sua música inteiramente no eletrônico — há influências de indie rock tanto na parte instrumental quanto nas vozes.

Letras, figurantes na maioria das músicas desse gênero, surgem brilhantemente nas composições do PP. Destaque para “Lemmings in Love” (The Sun is low, the days are over. Say hello to the cold and friendly night) e a ambiciosa “Rock’n’Roll Hall Of Fame” (We wannna see our name in the rock’n’roll hall of fame/ playing a guitar, playing a gameboy/for the rock’n’roll hall of fame).

Embora possuam apenas um album de 8 faixas (8-bit Largefeuer, de 2007), vale a pena conferir o trabalho da dupla que disponibilizou todas suas músicas e vídeos para download gratuito em seu site oficial.

Abaixo, o vídeo de “Sad Robot”:

Para saber mais, acesse a página do Pornophonique no Last.FM .

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Recomendo #1- Husky Rescue

O quinteto fino-escandinavo Husky Rescue

Uma agradável paisagem das mais diversas cores, com uma suave brisa e um céu que suavemente muda de humor. Esta é a metáfora ideal para definir a banda finlandesa Husky Rescue.

“Inspirados por filmes, artes,fotografias e o clima frio de sua terra natal”, como os próprios se dizem, o quinteto comandada por Marku Nyeber possui dois albuns lançados: Country Falls, de 2005 e Ghost is not Real, 2007. Ambos possuem uma atmosfera um tanto onírica, com ritmos que variam suavemente ao decorrer das faixas coordenadas pelas vozes de Reeta-Leena e Nyeberg.

No primeiro disco, destacam-se a romântica faixa New Light of Tomorrow,com sua sonoridade agradável e uma triste voz masculina e as instrumentais Suset Drive e Mean Street. Já em Ghost, tudo gira em torno da belíssima voz de Reeta-Leena, complementada por letras que mais parecem narração de sonhos (a trilogia Blueberry Tree é um exemplo) e em vários momentos as faixas apresenta um certo clima de Downtempo em sua composição.

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