Random Tape – Selvagem inNatura

Do arquétipo ao ser;ao desejo;a consciência;ao selvagem.

Selvagem inNatura no Mixcloud

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Renasce Bat For Lashes

Bat For Lashes, The Haunted Man

Depois de cerca de dois anos de silêncio a tão por mim amada Natasha Khan lançou a faixa ‘Laura‘,primeira divulgada e quinta a compor seu terceiro álbum, The Haunted Man.

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Madonna – Ray Of Light [1998]

 

Muito do que se remete à Madonna gira em torno daquela imagem de ninfomaníaca da era Like a Virgin em meados dos anos 80 e do início dos anos 90 com a fase Sex da cantora. E com razão até, pois foi essa a face mais divulgada da “queen” do pop, de apelativa e vazia. Mesmo que muitas outras aventuras musicais da cantora tenham surgido nesse tempo todo, a imagem oitentista parece estigmatizada na cabeça da maioria, infelizmente. Quando conheci a discografia da Madonna — principalmente a dos anos 90 — fui pego de surpresa por ótimos álbuns pop que definitivamente a qualificam como majestade do gênero. Ray of Light talvez seja o mais marcante deles.

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Crystal Fighters – Star of Love [2010]

CF-Star of LovePrimeiras impressões pesam. Quem ao ouvir ‘I Love London” na oitava Kitsuné Maison Compilation imaginaria que algo bom sairia daquela banda com vocal repetitivo e som comum? E além: algo que poderia esmagar a opinião formada de cara!?
“Ninguém” seria a provável resposta para a indagação acima. Provável mas errada.

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Primeiro semestre

Adoro fazer listas, embora enumerar seus itens seja uma coisa que me desagrada, tanto quanto dar notas a coisas. Já tentei fazer listas ordenadas, mas no fim algo soa errado. Números não são tão expressivos para mim. Às vezes, utilizo-os como simples forma de organização, nada mais.

Deixando itens pessoais de lado, estes primeiros meses de 2010 d.C mostraram-se realmente bons musicalmente. Continuar lendo

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Here We Go Magic -S/T [2009]

Estar num casebre abandonado no meio do nada apenas com um gramofone e uma poltrona. Esta é a melhor metáfora para definir o debut homônino da banda Here We Go Magic, já lançado há um bom tempo, mas que vale ser revisto.

Tudo começa com uma estranha melodia vinda de longe, como se uma lua irrompesse de um tenebroso plano escuro com pequenas estrelas a seguir-la, iluminando uma velha habitação onde um Solitário apresenta um idiossincrático monólogo questionando a utilidade, afinal, de morrer. Fangela, então, provoca uma festa de imagens desconhecidas e espectros coloridos dançantes , um sonho em zona limítrofe com a realidade. Nosso Solitário continua a se divertir com as alucinações provocadas pelo som,que enche o ar de tal forma que agora parece haver uma horda mística  acompanhando-no neste festejo musical, que se esvai quando os “convidados” são sugados por uma misteriosa força, criandoos distintos sons de Ghost List. Após a recobra da consciência, vê-se num lugar desconhecido, à beira de um lago, onde criaturas répteis dançam em sincronia sobre a água, como num transe. Um piscar de olhos;sua mente é sugada pra o vácuo.Uma viagem secular; uma visão turva do que indica ser o mais abissal ponto da mente . Formas se movem para todos os lados possíveis. Baixo, cima, frente, trás. Se aproximam. E então o baque anuncia: bem-vindo de volta.

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Contraste

Twilight e derivados conseguiram a minha mais profunda aversão. Não enguli essa estória de vampiro super-man e lobisomem musculoso que disputam o amor da mocinha e bla bla bla. Mas aí vem a trilha sonora do terceiro filme da saga, Eclipse (baseado, obviamente, no livro homônimo) e tenho que admitir: ao menos nisso acertaram.

Provavelmente pra fazer um contraste com a estourada franquia cinematográfica/literária, a soundtrack de Eclipse baseia-se em nomes da música indie (ok, nem tão indies assim), como Bat For Lashes, Vampire Weekend e Florence and the Machine. Como é de se esperar, há uma certa linearidade entre as faixas, mas nada que afete a qualidade dos artistas, que bem se distinguem.

As canções parecem se dividir entre rômanticas, como My Love, da Sia, e o já single do Muse, Neutron Star Colision — que passa um pouco do ponto e chega a ser melosa; outras mais densas, como Roling On a Burning Tire, do Dead Weather e Heavy in Your Arms, lindíssima da Florence + The Machine; e algumas outras descontraídas, como não poderia deixar de ser a faixa interpretada por  um Vampire Weekend ligeiramente diferente do habitual e What Part of Forever do vocal do Gnarls Barkley, Cee-Lo Green.

Não que Twilight vá melhorar alguma coisa com uma trilha dessas, mas achei que, comparada à onde pertence, merece ser ouvida várias vezes. Só assim pra alguma coisa com o nome da franquia receber a minha atenção.

Nota: 7,0

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